sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Lançamento do livro: AIYRA E O RIO


LIVRO: Aiyra e o Rio
AUTORA: Thaís Alessandra (@thais.alessandra_)

Ilustrações de Priscyla Abreu
Editora: Revista África e Africanidades

PEQUENAS SENSAÇÕES DE CADA CAPÍTULO 📖
SINOPSE DO LIVRO📖

"Aiyra e o Rio, um conto de narrativa infantojuvenil, destinado a reflexões para a família, inspirado em uma palestra que pude presenciar em 2019, na 14ª CINEOP (Mostra de Cinema de Ouro Preto) que aconteceu na cidade de Ouro Preto/MG, com a temática direcionada à territorialidade e às tradições orais, na qual uma historiadora e mulher indígena relatava que as mulheres indígenas no Brasil também são afro-indígenas e não possuem somente cabelos lisos como expõem os livros de história, porque os indígenas brasileiros da atualidade também têm cabelos crespos e pele preta.

Baseado em uma história de ficção e alguns elementos da realidade, o conto Aiyra e o Rio traz consigo um meio de dar visibilidade aos povos originários. E, além da inspiração mencionada anteriormente, por meio de pesquisas foram utilizados nomes reais para as personagens indígenas, que na narrativa estão localizadas no estado do Amazonas, mas o Rio Uaçá realmente existe e fica situado no norte do estado do Amapá, e a nação indígena Zo'é também existe e fica no norte do Pará. Além disso, os ritos apresentados em cada capítulo de Aiyra e o Rio, foram pesquisados em fontes científicas e aleatoriamente inseridos nessa obra, sem a pretensão de assertividade em relação aos costumes de “Zo’é”, porque a maioria das histórias contadas nessa obra sobre os costumes desses povos são fictícias na intenção apenas de trazer maior visibilidade aos povos originários , demonstrar respeito a essa cultura e no intuito de “acordar o leitor, desde cedo", para a importância dessa causa. Já a Oração ao Espírito do Fogo (Para livrar o Xamã das influências negativas) está disponível em vários sites da internet.

Dividido em dois capítulos: “O Silêncio Barulhento de Uaçá” e “A Maratona do Tempo”, Aiyra e o Rio é contado de forma feminista e decolonial, ou seja, na perspectiva da própria protagonista e personagem afro-indígena Aiyra, que conta a sua própria história e se apropria dela do início ao fim. Se apropria apesar de toda a influência e da tecnologia do “homem branco” que chegou até nós, desde a época dos colonizadores que invadiram o Brasil com a chegada das grandes navegações.

O primeiro capítulo, “O Silêncio Barulhento de Uaçá”, é marcado pela amizade entre a Aiyra e o rio Uaçá, quando ela é ensinada a ouvir o silêncio desse rio pelo seu pai, grande pescador indígena, que disse: “O silêncio é muito barulhento, aprenda a ouvi-lo”. E, a partir daí, sempre que possível, Aiyra pedia ao seu pai para levá-la em suas pescarias só para escutar o silêncio de Uaçá. Era a brincadeira preferida dela desde os cinco anos de idade quando ela aprendeu a escutar o silêncio através desse rio e, desde então, se tornou a melhor amiga de Uaçá. Eram tão íntimos que só de vê-lo ela sentia se ele estava bravo, manso ou arredio.

Ainda no primeiro capítulo: Aiyra aprende que todos nós somos parte da natureza, e que ela é a nossa amiga; aprendeu também sobre os costumes das mulheres da sua nação indígena Zo’é, sobre a sabedoria ancestral e os ensinamentos do Cacique Ajuricaba, homem mais velho e por isso o mais respeitado da sua nação.
Aiyra também teve que aprender a lidar com algumas decepções e com uma dor até então desconhecida, o racismo estrutural, que aos oito anos de idade roubou um pedaço de sua infância; uma vez que na vida teremos uma única oportunidade para sermos crianças, e, como adultos, teremos o resto da nossa existência. Além disso, o racismo que ela sofreu também abriu uma grande ferida em seu
Coração. Isso a fez questionar: - “por que não posso ser quem eu sou neste mundo?”

Após essa sua longa reflexão, ela também fez mais um grande amigo, o Arthur, que compartilha a sua maior dor com ela: a discriminação que ele e a sua família sofrem por terem uma mãe com diagnóstico bipolar. Segundo o Arthur, eles nem sequer eram convidados para as festas que aconteciam entre os seus familiares mais próximos por medo do surto. E, ao ouvir aquilo, Aiyra acolhe o amigo e diz que ser bipolar é só um detalhe, pois a mãe dele é incrível, como ele mesmo disse, e que as pessoas deveriam amar uns aos outros, apesar das diferenças, porque feio é o preconceito social que faz ele sofrer bem mais do que o próprio diagnóstico de sua mãe.

No segundo capítulo, “A Maratona do Tempo”, no subcapítulo “O tempo não parava de passar...” O irmão de Aiyra, Cauê, chega ao mundo nas mãos da parteira mais experiente de toda a “Zo’é”, a mesma que colocou a mãe dele, Anahi, neste mundo, Aiyra e todas as mulheres da aldeia, a dona Iracema.
“Quatro anos se passaram...” Aiyra, agora aos doze anos, decide construir uma canoa para si, porque ela só queria se juntar ao seu amigo Uaçá para se aventurar. Será que era apenas uma rebeldia de adolescente? As pessoas se perguntavam. O que será que aconteceu depois disso?

Leia essa história até o final e descubra, você irá se surpreender!

ADQUIRA O SEU EXEMPLAR COM A AUTORA:

THAÍS ALESSANDRA
(31) 97169-2376/ @thais.alessandra_






quinta-feira, 22 de setembro de 2022

ÁGUAS QUE TRANSPIRAM DOS NOSSOS CORPOS ANCESTRAIS

 Poesia autoral de THAIS ALESSANDRA (IG @thais.alessandra_)

Coletânea Mulheres das Águas II. Organização de Nágila Oliveira dos Santos da Revista África e Africanidades

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As águas de Gaia, minha mãe terra,  correm dentro de nós,  descem do céu para limpar a terra, em todos os cantos.
E, (pre)enchem os nossos rios para nós. As águas de Gaia, enchem os oceanos  e também percorrem por nossos corpos ancestrais,  denunciando abusos que traficaram navios negreiros da África para nós, denunciando abusos ao transpirarem dos nossos corpos ancestrais, denunciando abusos que também saíram das bacias do rio Negro e Xingu, devastando a crença indígena, os ensinamentos dos mais velhos e ancestrais,  denunciando abusos dos garimpos ilegais, trazendo resíduos do mercúrio para nós. As águas que percorrem em nossos corpos são ancestrais!  Essas águas resistiram ao tempo, e atravessaram mares e rios de dores em nós. Essas águas escorreram de nossos poros, encheram os nossos olhos e denunciaram a marca de onde viemos, delataram a nossa identidade e foram aprisionadas pelos nossos colonizadores. E, por mais que se tente fluir como as correntezas de um rio, essas águas não conseguem sair com liberdade.   Águas que dão vida a nossos corpos ancestrais!







sábado, 13 de agosto de 2022

PALAVRA (PER)FORMADA: ESCRITA CRIATIVA QUE ATRAVESSA O CORPO (curso on-line/EAD)

 


Vagas limitadas!

Começaremos dia 20 de agosto.

Certificado pela Revista África e Africanidades @africaeafricanidades
Matricule-se!

- LINK PARA MATRÍCULA -

Matrícula a preço promocional de R$ 60,00- até dia 18 de agosto.
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Esse curso está saindo a metade do valor, somente esse mês!!!! 
Imperdível!!!
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O curso é todo online, distribuídas em dois (2) módulos teóricos de videoaulas gravadas, mais um módulo de dinâmica ao vivo de (1) uma hora, previamente agendada entre os participantes do curso, totalizando a carga horária de 3h28minutos.


quinta-feira, 3 de junho de 2021

AS VEZES ACHO QUE SOU ARTISTA


 

 Poesia autoral e audiovisual de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)  
                        AS VEZES ACHO QUE SOU ARTISTA (2021)


Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais). 




quarta-feira, 2 de junho de 2021

A SUA IDEIA FIXA


  Poesia autoral e audiovisual de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)  
                        A  SUA IDEIA FIXA (2021)



Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais).  


 

De repente

 

DE REPENTE, VOCÊ SUMIU... SUmiu... SUmiuuuuuuuuuuu...

DE REPENTE, O TEMPO JÁ NÃO ERA MAIS O MESMO,

AS HORAS NÃO PASSAVAM DA MESMA FORMA.

 

DE REPENTE, FUI FICANDO SÓ,

PERCEBENDO QUE O SENTIDO JÁ ERA OUTRO...

DE REPENTE... DE REPENTE... DE REPENTE...

DE REPENTE, O SENTIDO DA VIDA FOI FICANDO ABREVIADO.

 

DE REPENTE, A FORTALEZA FOI QUEBRADA, E A FORÇA JÁ NÃO PARTIRIA MAIS DE VOCÊ, 

                           MAS, TERIA QUE VIR DE DENTRO DE MIM.

 

DE REPENTE, ME VI SENDO MÃE, GERANDO MEU PRÓPRIO PAI,

GERANDO CADA PASSO DE SUA DOR, DO SEU AMOR E RETRIBUINDO CADA CUIDADO.

LÁGRIMAS NEGRAS CAEM, SAEM, DOEM.


                                                                        Poesia autoral de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)  
                         Poesia De Repente (2020)

Não divulgue sem mencionar os créditos! 
Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais) 

sábado, 20 de março de 2021

CARA a CARA

 Às vezes , quase sempre! 

Sinto falta do meu reflexo interior, 

de deparar-me com toda a força do meu EU, cara a cara.


Cadê aquela mulher?

Aquela mulher que se autoconhece, 

que à todos encanta,

que tem fãs, admiradores,

 e que sabe RE(EXISTIR) apesar das dores.


Amo-te loucamente mulher! 

Amo SER você!

Amo sentir você em minhas entranhas,

acariciar os seus talentos e SER o seu grande amor, o meu próprio amor.


Amo-te! 

Volta mulher! 

Empodera o meu SER. 

Toma o meu SER, 

e entorpeça-me de ti, pois você é a minha melhor versão de mim.


Reflexo do meu EU.

Não quero mais sabotar a sua existência em mim.

Volta!

 Prometo cuidar melhor de você. Pois, você, SOU EU.


                                        Poesia autoral de Thais Alessandra  @thais.alessandra_, Cara a Cara (2021). Publicada no E-book Sinergia (2021).


Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais). 

ou EU, ou você?

Ou EU, ou você!
Estive muito próxima do amor.
 Estive, mas fui aos poucos me perdendo, perdendo o MEU EU, ao ir de encontro ao seu SER. 
PRECISO Ir, para me (re)encontrar . 
Te amar me faz (des)conectar do meu próprio amor. 
Tchau! 
Preciso ir, para voltar a (re)existir.
Ou EU, ou você!
De repente, me vi nesse dilema. 


Escolher SER EU é matar você dentro de mim, 
para que o meu EU possa enfim, EXISTIR e (RE)EXISTIR.

Pois, você não me ama, porque nunca se atreveu a me conhecer e  desconsidera as minhas lutas, os meus dramas, quem Eu sou! 
Quem eu sou?

Tchau! 
Preciso ir. Com você, não consigo ser EU.
Sinto que você ama o meu amor por você, mas não ama quem sou. 
Não ama me amar. Por quê?
Quem ama da espaço para o outro SER.
Te amo ! 
Mas, o meu amor por mim, também enche, (pre)enche o meu SER. 

Tchau!


Poesia autoral de Thais Alessandra (2021) @thais.alessandra_. Ou EU, ou você? (2021), poema publicado no E-Book Sinergia (2020)


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sábado, 30 de janeiro de 2021

Desordem ou retrocesso?

 





                                                                                                    Poesia autoral de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)

Poesia Desordem ou Retrocesso (2018) selecionada
para a obra Escrituras Negras  II - As Marcas (2021)


Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais).


Efeitos colaterais da Pandemia (2020)



                              Verso poético autoral de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)


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Ar?


Preso a uma gaiola e tendo o dom de voar.

Desaguando em um oceano e cheio de plásticos a me sufocar.

Implorando pela vida, mas servindo de alimento a superprodução industrial,
trancados em gaiolas, em galpões sem ventilação e só saindo para o abate,
sem poder correr, pastar, a grama verdinha cheiras, sem poder andar.
Enfim!

Tudo para te alimentar.

Cangas e mais cangas ferruginosas, serras,
montanhas desmatadas, mineradas, exploradas para o capital girar.

Ar? Eu preciso de ar.

Somo parte de um (Eco)sistema,
Eco-sistema!

Está tudo conectado.

Se falta ar para mim,
vocês também serão impactados.

Se destruírem a mim,
vocês também serão extintos.

Ecoooo...sistema superior ao capital.

Sem gente, não há economia.

(Eco)sistema.

Conectados, integrados.
Arrrrr...


AR? (2020). Vídeo, performance & poesia autoral de 
@thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)


Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais).

Quarentena - 2020

 Quarentena.

Novo normal.

Arte em casa.

Todos os objetos de casa agora possuem
grades, inclusive os internos.



Quarentena (2020). PH & poesia autoral de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)






Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais).

Isolados

 Negros

pobres

gays

trans

idosos

mulheres
Todos isolados de alguma forma por essa sociedade. Isolados! Isolados!
Somos todos diferentes. E, o que não se iguala socialmente, se isola.
Se isola!
Agora, todos somos obrigados a olhar uns para os outros, como humanos. Humanos!
Faltava humanidade nessa sociedade. E, por isso, o mundo parou e, é preciso olhar para toda essa desumanidade para que dê fato esse isolamento social acabe.




Por Thaís Alessandra (2020)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Só a mudança é permanente

"Só a mudança é permanente" é a unica verdade da vida. Você já parou para pensar: Quem você ama hoje, pode ser seu grande amigo amanhã, ou até mesmo seu inimigo. Seu melhor amigo hoje, pode se tornar seu grande amor amanhã. A certeza absoluta, pode se transformar em uma dúvida permanente. Hoje você pode ser um chefe de uma grande empresa e milionário. Amanhã, pode ser tornar pobre, e as pessoas que você oprimia podem se tornar seu opressor. Você pode ser jovem e viver com atitudes de desrespeito aos mais velhos. Um dia, você será o velhinho que você desrespeitou. O pobre que você humilhou, pode se tornar seu chefe um dia. Sua beleza pode ser inesquecível, talvez um dia ela não exista mais. Você pode estar triste por não ter um emprego, por ter sido mandado embora de uma empresa ao qual você a considerava a melhor para você e até se lamentar por isso. Porém, ao passar o tempo, descobre que foi melhor assim, pois Deus reservou um outro lugar, com um melhor salário e um ambiente mais agradável. Contudo, trate bem as pessoas a sua volta, ajude ao máximo de pessoas que estiver ao seu alcance, nunca faça aos outros o que não gosta que façam com você, ame ao próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas, peça perdão sempre que sentir que cometeu algum erro, injustiça ou algo semelhante com alguém. Afinal, você nunca sabe o dia de amanhã. Autora do texto: Thaís Martins

domingo, 17 de setembro de 2017

ENIGMA

                                                                                                                

Ao te ver é luz que eu sinto
Tudo passa com o pensamento
Tudo passa com o seu abraço
Tudo passa com o seu olhar, pelo seu olhar.


Me sinto nua ao te olhar, pelo seu olhar, ao ver você passar.
Contudo, percebo uma certa nudez em você também, 
que se despe em meio a intimidade de cada instante através do nosso olhar.


Ao te olhar, o tempo parece parar, 
os defeitos parecem nunca existir,
os dramas descortinar e só o instante daquele instante parece existir.


O teu abraço, desnuda a minha alma e sinto um encontro ao teu encontro.

Me pergunto o porquê do amor 
O porquê da dor,
Porquê esse sentimento não pode existir.

Por que essa distância que nos aproxima e o destino que insiste em nos esbarrar.

Será que isso vai passar ou vamos sempre retomar ao início de onde tudo começou?



sábado, 16 de setembro de 2017

CAMINHO...



A curiosidade em direção à bússola percorre em segredo o rio da memória.


O fio de arame conduz a inspiração ao artista

que nasce da ocupação.


Borboleta sangra em profundidade ao olhar que resgata, reencontra.

O alvo é o canto em direção a não palavra.

Poema: Thais Alessandra

Grito a nossa voz (2013)





Querem silenciar a nossa voz,
 calar o nosso corpo,
 calar a nossa alma,
calar a nossa expressividade,
calar a nossa sexualidade,
calar as nossas crenças,
 calar a nossa cor,
calar a nossa identidade,
 calar o nosso ventre, calar a nossa força.

Calar... Calar... Calar...
Nos oprimem há séculos. Por quê?
Mas, não vão conseguir!

Somos muitas, Eva, Pacha Mama, Yemanjá, Nossa Senhora, mães de santo, mães de família, prostitutas; mulheres!  



Performer & poesia autoral de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)
PH: Sarau Vagabundo/Belo Horizonte-MG

FRAGMENTOS DE UM SURTO

LOUCO... INSANO...

UM RESPIRO...UMA CALMA...
AGITAÇÃO, PERTUBAÇÃO, UMA PAUSA, UM SILÊNCIO... UM MEDO... AHHHHHHHHHHHH... UM RESPIRO PROFUNDO...
ALUCINAÇÃO, UM SOPRO, UM CARINHO, UMA CALMA...
DE REPENTE UM GRITO, UM PENSAMENTO AFLITO... do silêncio a agitação, som de PASSOS...
Quarto escuro...


PASSOS...
Dói, me isolo, deprecio, sumi... sumi... sumi... sumi...
Acordo!
Respiro... Bom dia!
Apareço, volto, me alegro, volto... volto... volto...


Calma! Respiro.
Penso! Me aflijo.
Medo! Me agito.
Paz! Me acalmo.
Penso! Desequilibro.
Nada está em ordem.
Tudo está em ordem.


Ando... ando... passos... ouço passos... Nada está em ordem... vazio! Olho pra frente, pra trás, tudo passa com os passos, com o pensamento. Nada tem ordem, nada permanece. Tudo vai e volta! Tudo está em ordem.


Penso! Me aflijo.
Medo! Me agito.
Paz! Me acalmo.
Penso! Desequilibro.
Nada está em ordem.
Tudo está em ordem.

Volto... Volto... Volto...

Poesia autoral de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)
Poesia Fragmentos de um Surto (2012) selecionada pela Editora Trevo - Prêmio Poesia Agora - Outono 2020.


Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais).