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domingo, 14 de julho de 2024

Indicação de leitura: trilogia do AILTON KRENAK

 Indico essa trilogia do Ailton krenak porque além de abrir a nossa visão ancestral sobre esse mundo, vai expandir o mundo para outras narrativas para além da eurocêntrica, colonizada e capitalista. 



Pensar na sustentabilidade como algo orgânico, inato a cada ser vivo, não só o humano, seria o ideal ao invés do entendimento da sustentabilidade como uma disciplina acadêmica ou algo separado de nós, como o conceito de meio ambiente. Para o autor, o conceito de humanidade está fadado ao fracasso porque separa o homem da natureza e entende a natureza como um recurso a ser usado ou explorado . E ainda na obra IDEIAS PARA ADIAR O FIM DO MUNDO, KRenak nos faz refletir que devemos deixar um Rio para sete gerações futuras, mas a gente usa como se fosse um recurso e destrói o Rio. Além disso, ele nos mostra que uma pedra tem família, tem personalidade própria e um rio é um ancestral , ele sempre esteve aqui antes de nós. 


Já na obra FUturo Ancestral, @_ailtonkrenak enfatiza a lógica  da cidade em relação aos rios, que são nossos ancestrais, são caminhos e são memórias. A cidade asfixia os rios, enterra eles vivos, sai cimentando tudo ou transforma em esgoto.


 O autor critica a educação formal em ambas as trilogias e  pontua que as crianças indígenas nascem com o coração no ritmo da Terra e que elas experimentam mais a vida . E na educação formal, elas são formatadas e acabam se tornando futuros destruidores dessa Terra. A Terra para o autor é um organismo vivo e mostrou isso em 2020,sendo enfatizada essa perspectiva na obra A VIDA NAO É ÚTIL.   Algumas falas despertaram muita a minha atenção nessa obra: "o poder não é algo sobrenatural, ele é natural. (...) A Terra tem tudo que precisamos, mas se você precisar de uma casa na praia, um apartamento na cidade ou Mercedes-Benz, não tem pra todo mundo"...


Essa trilogia de Krenak nos mostra que o conceito de civilização e humanidade está associado a ser um consumidor , e estamos consumindo também a  Terra . Além disso, existe uma lógica de sanitarização envolvendo a terra, "tudo que tem terra é sujo, o ideal é comprar no supermercado porque vem limpinho" .


Bora refletir e mudar de rumo?  📚


Por Thaís Alessandra 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

BECOS DA MEMÓRIA & QUARTO DE DESPEJO: DIÁRIO DE UMA FAVELADA

Percepções
 de uma leitora-escritora sobre o "ponto de encontro" dessas duas obras literárias

Por Thaís Alessandra



Embora o contexto da favela narrada por Conceição Evaristo seja provavelmente  da década de oitenta, pois Becos da Memória ficou "engavetado" por vinte anos, tendo a sua 3ª edição publicada em 2006, alguns elementos dessa narrativa, a meu ver remetem ao QUARTO DE DESPEJO de Carolina Maria de Jesus: 
a torneira onde os moradores desciam pra pegar água,  a vendinha onde todos compravam seus alimentos, entre outras coisas; além da miséria, do descaso e abandono das autoridades com os favelados. Além disso, Conceição Evaristo relata as escrevivências de suas memórias, misturadas a ficção. Já Carolina Maria de Jesus, relata personagens e fatos reais do contexto periférico dos anos cinquenta em que vivia, uma época sem assistência social nenhuma, aonde permeava a miséria e a consequente invisibilidade social do pobre. Em ambas as narrativas, há uma favela que não existe mais, pois atualmente como a própria Conceição Evaristo disse "hoje as favelas produzem outras narrativas, outros testemunhos, e inspiram outras ficções. 

A meu ver, é notório a inspiração de Conceição Evaristo na obra Quarto de Despejo de Carolina Maria de Jesus, talvez seja a condição de ser mulher preta que as "atravessem" também na escrita. Mas, o fato é que vi certa semelhança nessas duas obras literárias. Em BECOS DA MEMÓRIA, não observei um protagonista na obra, parece que todos têm o seu papel principal, Vó Rita, Maria-Nova, Maria-Velha, Tio Totó, Cidinha Cidoca, Bondade, entre outros personagens, todos assumem o papel principal, mas "nenhuma narrativa é mentira, mas também não é verdade", segundo Conceição Evaristo. Já na obra QUARTO DE DESPEJO, o protagonismo é da autora que faz da sua obra a sua biografia de vida e relata com maestria o contexto do dia a dia da sua favela, descrevendo em detalhes todo o contexto periférico dos anos cinquenta, sem assistência social, completamente miserável e a margem, ao qual vivia a autora, que tinha a fome como a protagonista da sua obra, a meu ver. 

As duas obras narram de forma divergente a cultura nas periferias. Interessante observar o quanto BECOS DA MEMÓRIA traz a noção de pertencimento, identidade e comunidade dos moradores da favela que se sentem ameaçados e sem saber para onde vão mediante a ameaça de desmanche da favela que "expulsam moradores miseráveis para lugares longínquos em que a vida será, certamente, ainda mais difícil" (Conceição Evaristo/Becos da Memória, p. 195). O que me faz pensar que, expulsando eles da favela seria uma forma da sociedade mostrar o quanto eles não podem se aglomerar para construir a sua própria cultura, habitar e ocupar a cidade; e ao mesmo tempo deslocando eles feito animais para lugares onde eles perderão a referência da comunidade e a própria identidade que eles construíram enquanto vivência comunitária com os moradores entre si. 

O fato é que para BECOS DA MEMÓRIA traz um pesar dos moradores com o desmanche da favela, e em QUARTO DE DESPEJO o maior sonho de Carolina Maria de Jesus era sair daquele ambiente que a fazia tanto sofrer. A favela para Carolina Maria de Jesus não era nada romantizada, pois a autora não tinha identificação com os moradores do seu beco, ela parece usar a sua obra como uma espécie de denuncia contra aqueles que perseguiam os seus filhos dentro da sua própria comunidade, além de relatar a sua insatisfação com a fome, com a sujeira, com a miséria, com o descaso político que eles sofriam; há também o relato da autora sobre as crianças terem acesso a todo tipo de coisas que elas não deveriam experimentar nessa fase, como brigas de casal que pareciam relatar violência doméstica, mulheres nuas sendo vistas por eles ao saírem de seus barracos para fugirem das agressões de seus companheiro, entre outros relatos. 

A favela narrada por QUARTO DE DESPEJO também apresenta  cultura, sessões de cinema comunitário, músicas na igreja e outros relatos da cultura local; BECOS DA MEMÓRIA também relata a cultura na favela, mas a autora também menciona a ligação histórica da senzala-favela através do personagem Tio Totó que veio para a favela descendente de pais escravizados. 




Há muitas denuncias implícitas nessas duas obras, que deixa explícito a "herança da escravidão" por meio de um Brasil cruel e escravocrata, que  dá aos favelados condições subalternas de vida ao ocuparem espaços na cidade, saindo de um Brasil colonizado.




quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

IDEIAS PARA ADIAR O FIM DO MUNDO & FUTURO ANCESTRAL - de AILTON KRENAK

 

As sensações que tive ao ler IDEIAS PARA ADIAR O FIM DO MUNDO foi a de "abraçar a perspectiva do autor" que critica o conceito de humanidade vigente, aonde o homem se percebe como algo separado da natureza, além de nos provocar a respeito dos "ambientes artificiais" que estamos reservando para as futuras gerações viverem como se fossem uma lembrança do que existiu na terra. O autor ainda nos provoca se é esse o ambiente que as futuras gerações gostariam de habitar. Para krenak, devemos deixar um rio intacto para as sete gerações futuras, mas "usamos o rio para joga-lo fora depois", pois nos entendemos como algo separado dele.

Nessa obra, o autor ainda menciona que o conceito de humanidade está fadado ao fracasso, porque o homem é uno com a natureza, mas se percebe como algo distante dela, como se o meio ambiente fosse algo separado de nós, como se fosse uma disciplina acadêmica. 

Krenak ainda afirma que não somos os únicos seres a ter uma personalidade própria ou um estilo de vida, pois até uma pedra ou um rio que é um ancestral nosso, e segundo o autor ele é nosso avô, pois está aqui bem antes de nós, têm personalidade própria. 


Já a obra FUTURO ANCESTRAL, nos traz uma perspectiva muito interessante sobre os rios que estão aqui antes de nós, são nossos ancestrais e são vivos, mas estão sendo destruídos para construção de hidrelétricas e barragens que mudam o curso natural deles para que se estabeleçam as cidades.

O autor também nos provoca várias reflexões sobre as cidades, que são construídas segundo a lógica do capitalismo, pois se mantém pelo padrão vigente do sanitarismo urbano e extermina tudo aquilo que não é considerado limpo, "o ideal é comprar uma batata limpa no supermercado", pois a terra representa sujeira, "quando foi que a terra virou sujeira?", questiona o Krenak nessa obra.

Além disso, o capitalismo e as cidades de acordo com o autor, se mantém pela lógica da pobreza, pois tira-se o homem do campo ou o indígena do seu habitat natural, que os permitia pescar, plantar e caçar livremente e os colocam em periferias ou ambientes subalternizados com restrições alimentares e outros acessos limitados.

A obra também nos faz refletir sobre a educação formal que formata a criança, ao invés de deixá-la com o pensamento livre para criar novas perspectivas. Segundo Krenak nascemos prontos, com a nossa própria identidade, mas somos moldados pela educação formal, e o " mistério indígena, que passa de geração em geração é colocar o coração das crianças no ritmo da terra".

Recomendo a leitura de ambas as obras para descolonizar o pensamento!
Por Thaís Alessandra

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Lançamento do livro: AIYRA E O RIO


LIVRO: Aiyra e o Rio
AUTORA: Thaís Alessandra (@thais.alessandra_)

Ilustrações de Priscyla Abreu
Editora: Revista África e Africanidades

PEQUENAS SENSAÇÕES DE CADA CAPÍTULO 📖
SINOPSE DO LIVRO📖

"Aiyra e o Rio, um conto de narrativa infantojuvenil, destinado a reflexões para a família, inspirado em uma palestra que pude presenciar em 2019, na 14ª CINEOP (Mostra de Cinema de Ouro Preto) que aconteceu na cidade de Ouro Preto/MG, com a temática direcionada à territorialidade e às tradições orais, na qual uma historiadora e mulher indígena relatava que as mulheres indígenas no Brasil também são afro-indígenas e não possuem somente cabelos lisos como expõem os livros de história, porque os indígenas brasileiros da atualidade também têm cabelos crespos e pele preta.

Baseado em uma história de ficção e alguns elementos da realidade, o conto Aiyra e o Rio traz consigo um meio de dar visibilidade aos povos originários. E, além da inspiração mencionada anteriormente, por meio de pesquisas foram utilizados nomes reais para as personagens indígenas, que na narrativa estão localizadas no estado do Amazonas, mas o Rio Uaçá realmente existe e fica situado no norte do estado do Amapá, e a nação indígena Zo'é também existe e fica no norte do Pará. Além disso, os ritos apresentados em cada capítulo de Aiyra e o Rio, foram pesquisados em fontes científicas e aleatoriamente inseridos nessa obra, sem a pretensão de assertividade em relação aos costumes de “Zo’é”, porque a maioria das histórias contadas nessa obra sobre os costumes desses povos são fictícias na intenção apenas de trazer maior visibilidade aos povos originários , demonstrar respeito a essa cultura e no intuito de “acordar o leitor, desde cedo", para a importância dessa causa. Já a Oração ao Espírito do Fogo (Para livrar o Xamã das influências negativas) está disponível em vários sites da internet.

Dividido em dois capítulos: “O Silêncio Barulhento de Uaçá” e “A Maratona do Tempo”, Aiyra e o Rio é contado de forma feminista e decolonial, ou seja, na perspectiva da própria protagonista e personagem afro-indígena Aiyra, que conta a sua própria história e se apropria dela do início ao fim. Se apropria apesar de toda a influência e da tecnologia do “homem branco” que chegou até nós, desde a época dos colonizadores que invadiram o Brasil com a chegada das grandes navegações.

O primeiro capítulo, “O Silêncio Barulhento de Uaçá”, é marcado pela amizade entre a Aiyra e o rio Uaçá, quando ela é ensinada a ouvir o silêncio desse rio pelo seu pai, grande pescador indígena, que disse: “O silêncio é muito barulhento, aprenda a ouvi-lo”. E, a partir daí, sempre que possível, Aiyra pedia ao seu pai para levá-la em suas pescarias só para escutar o silêncio de Uaçá. Era a brincadeira preferida dela desde os cinco anos de idade quando ela aprendeu a escutar o silêncio através desse rio e, desde então, se tornou a melhor amiga de Uaçá. Eram tão íntimos que só de vê-lo ela sentia se ele estava bravo, manso ou arredio.

Ainda no primeiro capítulo: Aiyra aprende que todos nós somos parte da natureza, e que ela é a nossa amiga; aprendeu também sobre os costumes das mulheres da sua nação indígena Zo’é, sobre a sabedoria ancestral e os ensinamentos do Cacique Ajuricaba, homem mais velho e por isso o mais respeitado da sua nação.
Aiyra também teve que aprender a lidar com algumas decepções e com uma dor até então desconhecida, o racismo estrutural, que aos oito anos de idade roubou um pedaço de sua infância; uma vez que na vida teremos uma única oportunidade para sermos crianças, e, como adultos, teremos o resto da nossa existência. Além disso, o racismo que ela sofreu também abriu uma grande ferida em seu
Coração. Isso a fez questionar: - “por que não posso ser quem eu sou neste mundo?”

Após essa sua longa reflexão, ela também fez mais um grande amigo, o Arthur, que compartilha a sua maior dor com ela: a discriminação que ele e a sua família sofrem por terem uma mãe com diagnóstico bipolar. Segundo o Arthur, eles nem sequer eram convidados para as festas que aconteciam entre os seus familiares mais próximos por medo do surto. E, ao ouvir aquilo, Aiyra acolhe o amigo e diz que ser bipolar é só um detalhe, pois a mãe dele é incrível, como ele mesmo disse, e que as pessoas deveriam amar uns aos outros, apesar das diferenças, porque feio é o preconceito social que faz ele sofrer bem mais do que o próprio diagnóstico de sua mãe.

No segundo capítulo, “A Maratona do Tempo”, no subcapítulo “O tempo não parava de passar...” O irmão de Aiyra, Cauê, chega ao mundo nas mãos da parteira mais experiente de toda a “Zo’é”, a mesma que colocou a mãe dele, Anahi, neste mundo, Aiyra e todas as mulheres da aldeia, a dona Iracema.
“Quatro anos se passaram...” Aiyra, agora aos doze anos, decide construir uma canoa para si, porque ela só queria se juntar ao seu amigo Uaçá para se aventurar. Será que era apenas uma rebeldia de adolescente? As pessoas se perguntavam. O que será que aconteceu depois disso?

Leia essa história até o final e descubra, você irá se surpreender!

ADQUIRA O SEU EXEMPLAR COM A AUTORA:

THAÍS ALESSANDRA
(31) 97169-2376/ @thais.alessandra_






quarta-feira, 2 de junho de 2021

A SUA IDEIA FIXA


  Poesia autoral e audiovisual de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)  
                        A  SUA IDEIA FIXA (2021)



Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais).  


 

De repente

 

DE REPENTE, VOCÊ SUMIU... SUmiu... SUmiuuuuuuuuuuu...

DE REPENTE, O TEMPO JÁ NÃO ERA MAIS O MESMO,

AS HORAS NÃO PASSAVAM DA MESMA FORMA.

 

DE REPENTE, FUI FICANDO SÓ,

PERCEBENDO QUE O SENTIDO JÁ ERA OUTRO...

DE REPENTE... DE REPENTE... DE REPENTE...

DE REPENTE, O SENTIDO DA VIDA FOI FICANDO ABREVIADO.

 

DE REPENTE, A FORTALEZA FOI QUEBRADA, E A FORÇA JÁ NÃO PARTIRIA MAIS DE VOCÊ, 

                           MAS, TERIA QUE VIR DE DENTRO DE MIM.

 

DE REPENTE, ME VI SENDO MÃE, GERANDO MEU PRÓPRIO PAI,

GERANDO CADA PASSO DE SUA DOR, DO SEU AMOR E RETRIBUINDO CADA CUIDADO.

LÁGRIMAS NEGRAS CAEM, SAEM, DOEM.


                                                                        Poesia autoral de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)  
                         Poesia De Repente (2020)

Não divulgue sem mencionar os créditos! 
Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais) 

sábado, 20 de março de 2021

CARA a CARA

 Às vezes , quase sempre! 

Sinto falta do meu reflexo interior, 

de deparar-me com toda a força do meu EU, cara a cara.


Cadê aquela mulher?

Aquela mulher que se autoconhece, 

que à todos encanta,

que tem fãs, admiradores,

 e que sabe RE(EXISTIR) apesar das dores.


Amo-te loucamente mulher! 

Amo SER você!

Amo sentir você em minhas entranhas,

acariciar os seus talentos e SER o seu grande amor, o meu próprio amor.


Amo-te! 

Volta mulher! 

Empodera o meu SER. 

Toma o meu SER, 

e entorpeça-me de ti, pois você é a minha melhor versão de mim.


Reflexo do meu EU.

Não quero mais sabotar a sua existência em mim.

Volta!

 Prometo cuidar melhor de você. Pois, você, SOU EU.


                                        Poesia autoral de Thais Alessandra  @thais.alessandra_, Cara a Cara (2021). Publicada no E-book Sinergia (2021).


Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais). 

ou EU, ou você?

Ou EU, ou você!
Estive muito próxima do amor.
 Estive, mas fui aos poucos me perdendo, perdendo o MEU EU, ao ir de encontro ao seu SER. 
PRECISO Ir, para me (re)encontrar . 
Te amar me faz (des)conectar do meu próprio amor. 
Tchau! 
Preciso ir, para voltar a (re)existir.
Ou EU, ou você!
De repente, me vi nesse dilema. 


Escolher SER EU é matar você dentro de mim, 
para que o meu EU possa enfim, EXISTIR e (RE)EXISTIR.

Pois, você não me ama, porque nunca se atreveu a me conhecer e  desconsidera as minhas lutas, os meus dramas, quem Eu sou! 
Quem eu sou?

Tchau! 
Preciso ir. Com você, não consigo ser EU.
Sinto que você ama o meu amor por você, mas não ama quem sou. 
Não ama me amar. Por quê?
Quem ama da espaço para o outro SER.
Te amo ! 
Mas, o meu amor por mim, também enche, (pre)enche o meu SER. 

Tchau!


Poesia autoral de Thais Alessandra (2021) @thais.alessandra_. Ou EU, ou você? (2021), poema publicado no E-Book Sinergia (2020)


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