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quarta-feira, 2 de junho de 2021

De repente

 

DE REPENTE, VOCÊ SUMIU... SUmiu... SUmiuuuuuuuuuuu...

DE REPENTE, O TEMPO JÁ NÃO ERA MAIS O MESMO,

AS HORAS NÃO PASSAVAM DA MESMA FORMA.

 

DE REPENTE, FUI FICANDO SÓ,

PERCEBENDO QUE O SENTIDO JÁ ERA OUTRO...

DE REPENTE... DE REPENTE... DE REPENTE...

DE REPENTE, O SENTIDO DA VIDA FOI FICANDO ABREVIADO.

 

DE REPENTE, A FORTALEZA FOI QUEBRADA, E A FORÇA JÁ NÃO PARTIRIA MAIS DE VOCÊ, 

                           MAS, TERIA QUE VIR DE DENTRO DE MIM.

 

DE REPENTE, ME VI SENDO MÃE, GERANDO MEU PRÓPRIO PAI,

GERANDO CADA PASSO DE SUA DOR, DO SEU AMOR E RETRIBUINDO CADA CUIDADO.

LÁGRIMAS NEGRAS CAEM, SAEM, DOEM.


                                                                        Poesia autoral de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)  
                         Poesia De Repente (2020)

Não divulgue sem mencionar os créditos! 
Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais) 

sábado, 20 de março de 2021

CARA a CARA

 Às vezes , quase sempre! 

Sinto falta do meu reflexo interior, 

de deparar-me com toda a força do meu EU, cara a cara.


Cadê aquela mulher?

Aquela mulher que se autoconhece, 

que à todos encanta,

que tem fãs, admiradores,

 e que sabe RE(EXISTIR) apesar das dores.


Amo-te loucamente mulher! 

Amo SER você!

Amo sentir você em minhas entranhas,

acariciar os seus talentos e SER o seu grande amor, o meu próprio amor.


Amo-te! 

Volta mulher! 

Empodera o meu SER. 

Toma o meu SER, 

e entorpeça-me de ti, pois você é a minha melhor versão de mim.


Reflexo do meu EU.

Não quero mais sabotar a sua existência em mim.

Volta!

 Prometo cuidar melhor de você. Pois, você, SOU EU.


                                        Poesia autoral de Thais Alessandra  @thais.alessandra_, Cara a Cara (2021). Publicada no E-book Sinergia (2021).


Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais). 

ou EU, ou você?

Ou EU, ou você!
Estive muito próxima do amor.
 Estive, mas fui aos poucos me perdendo, perdendo o MEU EU, ao ir de encontro ao seu SER. 
PRECISO Ir, para me (re)encontrar . 
Te amar me faz (des)conectar do meu próprio amor. 
Tchau! 
Preciso ir, para voltar a (re)existir.
Ou EU, ou você!
De repente, me vi nesse dilema. 


Escolher SER EU é matar você dentro de mim, 
para que o meu EU possa enfim, EXISTIR e (RE)EXISTIR.

Pois, você não me ama, porque nunca se atreveu a me conhecer e  desconsidera as minhas lutas, os meus dramas, quem Eu sou! 
Quem eu sou?

Tchau! 
Preciso ir. Com você, não consigo ser EU.
Sinto que você ama o meu amor por você, mas não ama quem sou. 
Não ama me amar. Por quê?
Quem ama da espaço para o outro SER.
Te amo ! 
Mas, o meu amor por mim, também enche, (pre)enche o meu SER. 

Tchau!


Poesia autoral de Thais Alessandra (2021) @thais.alessandra_. Ou EU, ou você? (2021), poema publicado no E-Book Sinergia (2020)


Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais). 

sábado, 30 de janeiro de 2021

Desordem ou retrocesso?

 





                                                                                                    Poesia autoral de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)

Poesia Desordem ou Retrocesso (2018) selecionada
para a obra Escrituras Negras  II - As Marcas (2021)


Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais).


Efeitos colaterais da Pandemia (2020)



                              Verso poético autoral de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)


Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais).

Ar?


Preso a uma gaiola e tendo o dom de voar.

Desaguando em um oceano e cheio de plásticos a me sufocar.

Implorando pela vida, mas servindo de alimento a superprodução industrial,
trancados em gaiolas, em galpões sem ventilação e só saindo para o abate,
sem poder correr, pastar, a grama verdinha cheiras, sem poder andar.
Enfim!

Tudo para te alimentar.

Cangas e mais cangas ferruginosas, serras,
montanhas desmatadas, mineradas, exploradas para o capital girar.

Ar? Eu preciso de ar.

Somo parte de um (Eco)sistema,
Eco-sistema!

Está tudo conectado.

Se falta ar para mim,
vocês também serão impactados.

Se destruírem a mim,
vocês também serão extintos.

Ecoooo...sistema superior ao capital.

Sem gente, não há economia.

(Eco)sistema.

Conectados, integrados.
Arrrrr...


AR? (2020). Vídeo, performance & poesia autoral de 
@thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)


Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais).

Quarentena - 2020

 Quarentena.

Novo normal.

Arte em casa.

Todos os objetos de casa agora possuem
grades, inclusive os internos.



Quarentena (2020). PH & poesia autoral de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)






Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais).

sábado, 16 de setembro de 2017

Grito a nossa voz (2013)





Querem silenciar a nossa voz,
 calar o nosso corpo,
 calar a nossa alma,
calar a nossa expressividade,
calar a nossa sexualidade,
calar as nossas crenças,
 calar a nossa cor,
calar a nossa identidade,
 calar o nosso ventre, calar a nossa força.

Calar... Calar... Calar...
Nos oprimem há séculos. Por quê?
Mas, não vão conseguir!

Somos muitas, Eva, Pacha Mama, Yemanjá, Nossa Senhora, mães de santo, mães de família, prostitutas; mulheres!  



Performer & poesia autoral de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)
PH: Sarau Vagabundo/Belo Horizonte-MG

FRAGMENTOS DE UM SURTO

LOUCO... INSANO...

UM RESPIRO...UMA CALMA...
AGITAÇÃO, PERTUBAÇÃO, UMA PAUSA, UM SILÊNCIO... UM MEDO... AHHHHHHHHHHHH... UM RESPIRO PROFUNDO...
ALUCINAÇÃO, UM SOPRO, UM CARINHO, UMA CALMA...
DE REPENTE UM GRITO, UM PENSAMENTO AFLITO... do silêncio a agitação, som de PASSOS...
Quarto escuro...


PASSOS...
Dói, me isolo, deprecio, sumi... sumi... sumi... sumi...
Acordo!
Respiro... Bom dia!
Apareço, volto, me alegro, volto... volto... volto...


Calma! Respiro.
Penso! Me aflijo.
Medo! Me agito.
Paz! Me acalmo.
Penso! Desequilibro.
Nada está em ordem.
Tudo está em ordem.


Ando... ando... passos... ouço passos... Nada está em ordem... vazio! Olho pra frente, pra trás, tudo passa com os passos, com o pensamento. Nada tem ordem, nada permanece. Tudo vai e volta! Tudo está em ordem.


Penso! Me aflijo.
Medo! Me agito.
Paz! Me acalmo.
Penso! Desequilibro.
Nada está em ordem.
Tudo está em ordem.

Volto... Volto... Volto...

Poesia autoral de @thais.alessandra_ (Thaís Alessandra)
Poesia Fragmentos de um Surto (2012) selecionada pela Editora Trevo - Prêmio Poesia Agora - Outono 2020.


Não divulgue sem mencionar os créditos! Sujeito as penas da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais).

terça-feira, 28 de abril de 2009

Poesia retirada do livro "Leo Buscaglia - Vivendo, Amando e Aprendendo"


Não posso ser feliz quando mudo só para satisfazer o seu egoísmo.

Nem posso me sentir contente quando você me critica por não ter os seus pensamentos, ou por ver como você vê.

Você me chama de rebelde.

No entanto, cada vez que rejeitei as suas crenças você se rebelou contra as minhas.

Não procuro moldar a sua mente. Sei que você está se esforçando muito para ser só você.

E não posso permitir que me diga o que ser... pois estou-me concentrando em ser eu.

E por fim : Você disse que eu era transparente e fácil de esquecer.

Mas então por que tentou usar a minha vida, para provar a si mesmo o que você é?

Comentário:
Esse poema é uma das verdades que transformo em absoluta em minha vida, pois penso nisso contra o sistema de padronização que é vigente no mundo, que obriga a todo mundo ser igual: magro, materialista etc... Penso nesse poema quando pais, professores, religiões, entre outros, querem nos transformar no que não somos ou até mesmo no que eles são, e digo mais, em meros repetidores de informação e ação.

domingo, 2 de novembro de 2008

Olhar de Deus


Quando você perceber na noite
o brilho de uma estrela
que se destaca,
perceberá que é de fato
o mais belo e sincero dos brilhos.
Então, finalmente entenderá que nunca o abandonei,
que nunca o esqueci,
mas sempre estive a te olhar secretamente, através daquela estrela.

Thaís Alessandra



Obs.: Essa poesia é de minha autoria.